Hoje é um dia histórico para o movimento sindical brasileiro.
Numa demonstração de unidade e capacidade de mobilização, milhares de trabalhadores realizaram, neste dia 3 de agosto, uma manifestação pacífica em defesa da Pauta Trabalhista Unificada. Saímos da frente do ginásio do Pacaembu e percorremos 6 quilômetros, passando pela Avenida Paulista e chegando à Assembleia Legislativa do Estado.Entre as principais bandeiras, defendemos a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário e a mudança da política econômica, baixando os juros e criando proteções para o emprego e a indústria nacionais.
A manifestação é histórica por vários motivos. Demonstramos unidade, ao reunir a Força Sindical, CGTB, UGT, CTB e Nova Central e pelos movimentos sociais MST, UNE, UBES, ANPG, Conam, UJS, Unegro e CMB. Sem dúvida, mostramos que o trabalhador brasileiro está mobilizado e irá lutar com todas as forças pela ampliação dos seus direitos.
O trabalhador mostrou à presidente Dilma que conhece de verdade a situação do país. Existe desemprego sim, os salários estão baixos, quem está empregado está trabalhando mais do que devia e muitas vezes em condições ruins. Existe uma desigualdade gigantesca faz com que os homens ganhem mais do que as mulheres, que faz com que os brancos ganhem mais do que os negros. E existe uma política de governo que sustenta essas desigualdades, fazendo com que o Estado transfira para os especuladores grande parte da riqueza produzida diariamente pelos trabalhadores.
Fazem parte da nossa pauta outras questões fundamentais, que queremos ver votadas no Congresso Nacional neste segundo semestre. Defendemos a regulamentação do trabalho terceirizado, a ratificação das convenções 158 da OIT, contra a rotatividade da mão de obra, e da convenção 189 da OIT, pelos direitos dos trabalhadores domésticos.
Queremos ainda a regulamentação da convenção 151 da OIT, pelo direito de organização coletiva dos servidores públicos, a realização das reformas agrária e urbana e o fim de todas as formas de discriminação e violência, oferecendo salário igual por trabalho igual.




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