A luta das centrais sindicais pelas 40 horas semanais é importantíssima porque hoje os governos e empresários conservadores de muitos países querem alongar a jornada de trabalho, declarou (dia 1), Victor Baez, secretário-geral da CSA/CSI (Confederação Sindical das Américas e Confederação Sindical das Américas), ao falar sobre o tema “Organização Sindical Internacional e Atuação da Força Sindical”, que faz parte do Ciclo de Debates em comemoração aos 20 anos da Central.
No debate, os palestrantes Joseba Echabarria, diretor de Política Internacional para as Américas da UGT da Espanha; Nair Goulart, presidente da Força Sindical BA e presidente-adjunta da CSI, Hebert Passos, presidente do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista e, Nilton Neco de Souza, secretário de Relações Internacional da Força Sindical, destacaram a importância da unidade do movimento sindical para enfrentar os desafios que existem para os trabalhadores no mundo inteiro. “Queremos que os sindicatos fortaleçam a política internacional da Força Sindical para aprofundar a influência da Central no cenário internacional”, destacou Neco.
“O que está acontecendo hoje na OIT (Organização Internacional do Trabalho) é uma forte ofensiva dos empresários que têm conexão com governos conservadores. Eles estão tentando tirar conquistas históricas dos trabalhadores começando pela convenção nº 1, que limita jornada de trabalho diária em 8 horas. Não querem que a OIT dite normas do trabalho, mas do emprego. Diante disso, nas mãos de quem ficaria as relações capital/ trabalho? Nas mãos dos empresários”, disse Baez.
O secretário-geral da CSA/CSI explicou que a crise da Europa foi produzida pelos banqueiros e empresários. “Os governos foram apoiá-los e cortam os benefícios que a população tinha. Estes grandes grupos privados que têm presença em vários países podem conseguir vantagens no campo do trabalho, impostos, leis e infra-estrutura. E não querem leis trabalhistas, eles querem mandar em tudo e os lucros voam para várias partes do mundo”, observou Baez.
“O perigo é que estes grupos podem ameaçar se transferirem para outros países como forma de pressionar os governos a modificar as leis trabalhistas. No Brasil, Argentina e Uruguai têm sindicatos fortes, ao contrário do que ocorre em vários países da América Latina”, declarou o secretário-geral da CSA/CSI.
Segundo Baez, em 53 países que concentram 80% da população mundial aumentou a desigualdade de renda nos últimos 20 anos. “A abertura de mercado estimula a redução dos custos de produção, as empresas aumentam a repressão contra o movimento sindical demitindo os trabalhadores que se organizam chegando a assassinar os dirigentes sindicais.
Distribuição de renda
Para Baez, a primeira forma de distribuir a renda é o acordo coletivo. Ele defendeu também a expansão do sistema de seguridade social. A CSA/CSI espera da Força Sindical, um forte papel na luta pelo Trabalho Decente, por um piso de proteção social e taxa sobre transação financeira sobre capital especulativo.
Baez elogiou a Força Sindical, especialmente nas ações de combate ao trabalho infantil e a inclusão das mulheres nos cargos de direção.
Influência da Força Sindical
Nair Goulart falou sobre o trabalho feito pela Força Sindical para participar do movimento sindical internacional. “Nós íamos às reuniões dos organismos internacionais. Hoje estamos na direção de várias entidades e aumentou nossa responsabilidade. “Neste ano fui fazer palestra na Alemanha. Os trabalhadores de lá recebem ótimos salários, mas com a crise econômica estão interessados nas experiências brasileiras na área de proteção previdenciária e salário mínimo, porque os imigrantes aceitam receber salários menores”.
Além da troca de experiências, podemos influenciar em muitas decisões. Por exemplo, na reunião da OIT recentemente, o Neco se reuniu com o sindicato alemão (DGV) e com outras entidades de vários países do mundo e pediu apoio para os trabalhadores da Volkswagem, que ficou em greve durante 37 dias no Pará.
Hebert Passos afirmou que é correta a política internacional desenvolvida por Neco, de também fortalecer a influência da Central em entidades setoriais para apoiar os trabalhadores de determinada empresa situada em outro país e pedir apoio também para as unidades que estão no Brasil. “Dentro de quatro ou cinco anos teremos 200 empresas transacionais e precisamos manter contatos com sindicatos de outros países. Hoje, com as multinacionais, vários setores, com os químicos criaram as redes sindicais de trabalhadores”, explicou.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Força Sindical
Fonte: Assessoria de Imprensa da Força Sindical




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