As centrais sindicais, os trabalhadores e os movimentos sociais demonstraram disposição de luta para emplacar a pauta sindical e política neste segundo semestre. Cerca de 10 mil trabalhadores promoveram uma passeata dia 6 de julho em Brasília que culminou com uma manifestação em frente à Câmara dos Deputados.Objetivo: pressionar os parlamentares a aprovar rapidamente a jornada semanal de 40 horas sem o corte nos salários, revogar o fator previdenciário, instituir uma nova legislação para a terceirização e destinar 10% do orçamento da União para a educação, entre outras reivindicações.
Em outra frente de luta, perto de 10 mil metalúrgicos de São Paulo da Força Sindical e de São Bernardo do Campo e Diadema da CUT ocuparam a Rodovia Anchieta para exigir do governo federal medidas para estancar as importações de produtos industriais que têm prejudicado as empresas e impedido o aumento na oferta de empregos.
O comparecimento aos atos foi massivo e mostra que os trabalhadores estão dispostos a brigar para alcançar seus objetivos. Mas só vontade não basta. É preciso que as direções das entidades sindicais entrem de corpo e alma nesta luta, optando por um desenvolvimento com justiça social capaz de implementar o trabalho decente no Brasil.
.Sem os trabalhadores nesta luta, são grandes as chances de o país regredir econômica e socialmente. O que fará a diferença na escolha entre esses dois caminhos será a mobilização dos trabalhadores, pois suas bandeiras são as bandeiras de toda a sociedade. Toda vez que uma categoria trabalhadora obtém uma vitória, vence junto a sociedade, a qualidade de vida e o bem-estar de todos.
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical
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